Quem sou eu? O que faço

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João Pessoa, Paraíba, Brazil
Quem sou? O que faço. Sou Maria de Lourdes, tenho, agora, 62 anos, esposa, mãe e avó, formação jurídica, com pós graduação em Direitos Humanos e Direito Processual Civil, além de um curso não concluído de Filosofia. Conheci os clássicos muito cedo, pois não tinha permissão para brincar na rua. Nosso universo – meu e de meus irmãos – era invadido, diariamente, por mestres da literatura universal, por nossos grandes autores, por contistas da literatura infanto-juvenil, revistas de informação como Seleções e/ou os populares gibis. Todos válidos para alimentar nossa sede de conhecimento. Gosto de conversar, ler, trabalhar, ouvir música, dançar. Adoro rir, ter amigos e amar. No trabalho me realizo à medida que consigo estabelecer a verdade, desconstruir a mentira, fazer valer direitos quando a injustiça parece ser a regra. Tenho a pretensão de informar, conversar, brincar com as palavras e os fatos que possam ser descritos ou comentados sob uma visão diferente. Venham comigo, embarquem nessa viagem que promete ser, a um só tempo, séria e divertida; suave e densa; clássica e atual. Somente me acompanhando você poderá exercer seu direito à críticas. Conto com sua atenção.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FLAMENGO! FALANDO DE AMOR.



Tum,tum, bate coração!



Falar de amor é algo que abre, para todos, um leque imenso. Tantas são as oportunidades que tem o ser humano de exercitar essa emoção maravilhosa, quantos são incontáveis os caminhos a ser seguidos em nome desse sentimento.


O amor primeiro, aquele que sentimos pelos nossos pais é absolutamente natural. Nasce do carinho, do cuidado, da segurança, do sorriso, do que vemos e gozamos a cada vez que somos percebidos, tocados, amados por criaturas colocadas pelo PAI para nos trazer a esse mundo.


O sentimento em relação aos nossos outros familiares também surge de forma espontânea, quase sem ser percebido, como se fosse extensão daquele que sentimos por nossos pais. Assim os irmão, os tios que estão sempre presentes, os avós, tão querido e especiais,  se tornam, também, depositários de nossa afeição. 


Nesse clima de amor ainda estão como naturais os nossos “anjos da guarda” que, trabalham em nossas casas, cuidam e se afeiçoam a nós como se fôssemos de sua família. Infelizmente esse tipo de relação está se acabando, mas fui testemunha nutri sentimentos familiares por pessoas que dedicaram não só os serviços, mas e também sentimento, afeto, a aqueles a quem tinham apenas o dever contratual de cuidar.


O nosso gostar, começa a correr o mundo a partir do colégio. Ali elegemos os amigos, os colegas e também aqueles aos quais preferimos esquecer. Tem ainda os professores, não sei agora, mas na minha época de garota quase sempre a primeira paixão de uma menina.

Pois é, seguindo a natureza e leveza da idade, como adolescente ama-se muito. Tem uma roupa que não pode ser tocada por ninguém; um caderno que parece guardar o coração de alguém, tão grande é o ciúme que ele provoca; o quarto torna-se um espaço intransponível: da porta em diante é território independente, somente daquela pessoa; os segredos são partilhados com indivíduos a quem amamos, pelo menos pensamos assim.



Vamos crescendo e o amor tomando ares e corpos diferentes. Rapidamente nos transformamos em ferrenhos defensores de nossas criações, de um território imaginário, apaixonados por pessoas que nunca vimos, mas que mexem com a intimidade de cada um e, não raro, um sorriso, um aceno, um olhar, na novela, no filme, na mini-série, no show, parece que foi direcionado exatamente a apaixonada, ao apaixonado. Coisas do coração.



O termômetro do amor vai ganhando ênfase, não é mais a criança, a adolescente, a inexperiente criatura que ama só por amar. Os adultos, bem resolvidos, são seletivos. Amam, com critérios. A amada, invariavelmente, deve ser bonita ou assim parecer ao amado. O sonho de mulher passa pela beleza, mas antes de tudo busca o amor, a resposta, no mínimo a impressão de que o amado sente algo por ela. Ambos, homem e mulher querem, precisam, completam-se, quando amados.


Há, entretanto amores “coletivos”. A paixão pela política que leva multidões a transformarem-se em “mansas ovelhinhas” comandadas por lobos em pele de cordeiro. Entretanto nem tudo está perdido nessa seara. Acredita-se que um dia alguém resgatará esse amor social, fazendo Política no sentido dado pelos gregos ao vocábulo: de centralidade na vida do Ser humano, pensar na Polis pensando em cidadãos, em espaço como  cidade para os cidadãos.


Amores se amontoam no dia a dia de adultos. Ama-se – acredita-se – os bens materiais. Em especial os carros, quanto mais caros mais amados. Nessa linha computam-se os imóveis, os títulos, as jóias. O PODER que ocorre de forma individual, coletiva e, às vezes, em grupo.




Paixão maior da humanidade. O poder traz consigo reboque três grandes “verdades”: a inteligência, sim porque ainda que “tolo e bronco” o rico transforma-se em Doutor, Excelência e outras mesmices; a beleza, uma vez que além dos milagres das cirurgias plásticas existem aqueles que o simples fato de ter conta bancária recheada torna-os irresistível; a virtude, até porque é muito fácil se atribuir defeitos morais aos fracos, mas quando está diante de um poderoso a humanidade tem por hábito a condescendência, a miopia, de forma que quanto maior a importância mais virtuosa a criatura.


Aqui não há a pretensão de se esgotar o AMOR. É que às vezes precisamos  em algumas ocasiões deixar fluir aquilo que toma o nosso corpo, a nossa mente e, claro, os nossos sentimentos. Desde a infância acompanhei e me tomei de amores por futebol. Fui apresentada ao esporte pelo meu PAI, amante e torcedor fervoroso do Botafogo da Paraíba, embora torcesse no Rio de Janeiro pelo Botafogo e em São Paulo pelo Santos – de Pelé, como assim ele o chamava.


Pois bem, numa época em que pouquíssimas mulheres iam ao campo meu pai me levava, assim como levava meu irmão que era torcedor do Auto esporte. Mas não havia problemas, cada um desenvolvia seu amor pelo time que escolhera. É bem verdade que quando o auto fazia um gol contra o Botinha – meu time aqui na Paraíba – meu irmão vibrava baixinho para não cutucar o outro torcedor: PAPAI.




Fui crescendo cultivando amores. Por meus pais, meus irmãos, minha família, namorado, preferências. Algumas mudaram com o tempo. Outras tiveram no tempo um fermento fantástico. Sempre sonhei em casar, ter filhos. Casei duas vezes, tenho dois filhos: FRED E LUZIA, nora, genro e netas. Realizei o meu sonho de mulher: procriei, amamentei e tomei conta- literalmente de meus filhos.


Bom, mas o FUTEBOL continuou e continua presente na minha vida. Transmiti a meus filhos esse amor. Não sei se por ser Paraibana ou por ter mania de ser feliz sou FLAMENGO desde que me entendo por gente.  Amo esse time, essa nação que curiosamente tem as cores de meu Estado, de minha Bandeira, da vida que corre em minhas veias.




Sou Flamenguista com muito orgulho, muito amor. Assisto aos jogos e disfarço o nervosismo fazendo palavras cruzadas, ou trabalhando – com um olho na tela do computador – outro na televisão. Não importa. Ganhar ou perder não tira uma nesga sequer desse afeto, dessa predileção. Ser Flamenguista é fazer parte de uma “galera” onde todos formam Um. É um estado de espírito. Uma ação diária, contínua, prazerosa.


É tão diferente ser FLAMENGO que temos um Moicano, lateral direito, com 36 anos, 460 jogos, 9 anos como titular, o nome dele: Leonardo da Silva Moura, nosso LÉO MOURA, nosso guerreiro incansável. E O PROFETA DOS NOVOS TEMPOS? O ELIAS, aquele que finalizou as esperanças do Atlético Paranaense fazendo o primeiro gol num jogo onde o empate em zero já dava a vitória, o título ao Flamengo. E Luiz Antônio que num belo lance cruzou na área onde Hernane, magistralmente dominou a "pelota", sem deixá-la cair acertou um voleio no canto! Não deu para ninguém: foi golaço no Maracanã! O GOL DO BROCADOR.

 

Sabem como é TRI CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL, LIBERTADORES: FLAMENGUISTA, MANIA DE FELICIDADE!

Essa história é apenas para saudar a Nação Rubro-negra, falar sobre um assunto que é adrenalina pura, mas que aos acalentados pelas múltiplas experiências de Campeonatos e Campeonatos sentem-se felizes, gloriosos, mas, sobretudo, prudentes pois outros torneios virão e o FLAMENGO precisa do grito, do amor, de sua NAÇÃO, portanto comemorem, com AMOR, cuidados típicos de quem ama e se ama.

PARABÉNS FLAMENGO! PARABÉNS NAÇÃO RUBRO-NEGRA! 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

PRESOS POLÍTICOS?



 MANIPULAÇÃO DE CONCEITOS!

Por decisão da mais alta Corte de Justiça Brasileira, participantes de um esquema de corrupção política, envolvendo compra de votos por parlamentares, protagonizada por integrantes do Governo Lula,  membros do Partido do Trabalhadores – PT, do PDT e de outros, cuja descoberta originou a Ação Penal Pública de número 470, com tramitação no Supremo Tribunal Federal, de autoria do Ministério Público, parece encaminhar-se para execução de condenações, fruto dos julgamentos transitados em julgado.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA já referida, foi iniciada com apresentação de denúncia do então Procurador Geral da República a época – Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, cuja peça foi recepcionada pela Suprema Corte. Relata, entre outros, o esquema de corrupção e desvio de dinheiro público envolvendo a Presidência do PDT, na pessoa do Deputado Federal ROBERTO JEFFERSON e, a prima facie, dirigentes dos Correios cujas nomeações ocorreram por indicação do Partido dos Trabalhadores.



O feito revelava que integrantes e parlamentares da base aliada percebiam, regular e periodicamente, valores pagos pelo PT para e assim emprestarem, ao governo federal, o apoio indispensável a consecução de suas metas. Tal fato deu vida ao neologismo acolhido pelo povo sob a alcunha de “Mensalão”. Segundo o Presidente do PT o cérebro do esquema era o então Ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu.


O termo”Mensalão” passou a integrar o dia a dia dos brasileiros de classe média e alta. Os menos favorecidos economicamente, mas que não se deixam amordaçar, preferiram a conhecida e satirizada estória de “Ali Babá e os quarenta ladrões”, ante a coincidência dos 40 (quarenta)  denunciados no ano corrente de 2011.

 

A denúncia referindo-se a Peculato, Formação de Quadrilha, Corrupção Ativa, Gestão Fraudulenta, Lavagem de Dinheiro e Evasão de Divisas foi recebida – quase que na totalidade – tirando aos autores dos crimes à condição de denunciados, passando-os ao status de réus.


O esquema revelou ainda o envolvimento do Banqueiro Daniel Dantas que no comando do Banco Opportunity, o transformou no maior financiador do Mensalão. Com o recebimento - aceitação, da denúncia pelo Supremo, tornaram-se réus: Marcos Valério – o carequinha operador do Mensalão e, Delubio Soares – o tesoureiro do PT. O Valerioduto tucano – como a imprensa passou a chamar a participação de Marcos Valério – precedeu e serviu de palco para o desenvolvimento, operações e transformações do Mensalão, alimentando os cofres do PTB e do PT. Ainda os Bancos Rural e BMG também integraram o esquema do mensalão.


Um escândalo sem precedentes, o Mensalão teve o condão de desnudar outros como: o dos fundos de pensão; o esquema do Plano Safra; a doação de dólares para Cuba; a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo; o escândalo do dinheiro na cueca e outros.


Ao longo do processo o PT, partido do ex-presidente Lula e da Presidente Dilma, assumiu posições que considerava válida para o momento. Primeiro tratou de disseminar na população em geral a tese de que era tudo mentira, armação contra o governo e cuja finalidade era prejudicar o Presidente. Posteriormente, ante a juntada de documentação hábil e aparecimento de testemunhas, o partido passou a sustentar a tese de que não existia o pagamento de propina e sim acertos de campanha. Mais adiante formulou a tese de Caixa 2 e da habitualidade do fato na política brasileira.


É interessante registrar que tais fatos repercutiram, inclusive, no vocabulário diário que incorporou expressões como: mensalão, acordão, cuecão, dança da pizza, caixa-dois, Valerioduto, propina, recurso não contabilizado, blindagem (do ex-presidente Lula), mensalinho, esquema, propinoduto. 


Foram condenados 25 réus  quais sejam: José Dirceu – comandante do mensalão; José Genoíno, ex-presidente do PT; Delúbio Soares; João Paulo Cunha; Marcos Valério; Cristiano de Mello Paz; Hamon Hollerbach; Henrique Pizzolato; Rogério Tolentino; Simone Vasconcelos; Vinicius Samarane; José Roberto Salgado. Kátia Rabello; Roberto Jefferson; Valdemar Costa Neto; Jacinto Lamas; Pedro Corrêa; João Cláudio Genú; José Borba; Romeu Queiroz; Carlos Alberto Rodrigues (Bispo Rodrigues); Enivaldo Quadrado; Breno Fischberg; Emerso Palmieri e Pedro Henry. 




Qualquer que seja o ângulo examinado são figuras centrais desse imenso escândalo e que estiveram sempre no olho do furacão, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, Marcos Valério e Roberto Jefferson. Pelas reiteradas condenações por formação de quadrilha, corrupção ativa e compra de votos de parlamentares NÃO HÁ COMO SE DEIXAR DE CONSIDERAR CRIMINOSOS TODOS OS CONDENADOS POR CRIMES TIPIFICADOS NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA.



A sociedade que trabalha, ganha o seu pão de cada dia com esforço próprio não pode fechar os olhos as aberrações resultadas do acontecimento Mensalão. Assim é absurdo que após receber a informação da expedição dos mandados de prisão – consequência lógica das condenações – do ex-presidente do PT, José Genoíno e do ex-Ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente Lula tenha telefonado na sexta-feira para ambos e tenha dito aos antigos companheiros: “ESTAMOS JUNTOS”. Site Estadão. Graças a DEUS imprensa livre, independente e sadia.



Também contraria a Razão as estapafúrdias declarações de GENOÍNO, ora transcritas: “Com indignação cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado por que estava exercendo a Presidência do PT. Do que me acusam? Não existem provas. O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado. Fui condenado previamente em uma operação midiática inédita na história do Brasil. E me julgaram em um processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado Democrático de Direito. Por tudo isso, considero-me preso político. Aonde for e quando for, defenderei minha trajetória de luta permanente por um Brasil mais justo, democrático e soberano.” Não sei porque lembrei do Araguaia.


Não há qualquer dificuldade em se adequar à realidade o pensamento esdrúxulo do político preso. José Genuíno, você foi condenado por fazer parte de uma quadrilha que assaltava diuturnamente os cofres públicos desse País. Foi processado, teve direito a ampla defesa e no seu julgamento final o STF, a Suprema Corte de Justiça do Estado Brasileiro, tinha na sua composição  11 (onze) Ministros, dos quais 8 (oito) foram nomeados pelos Governantes PETISTAS – Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff – ambos, cada um a seu tempo, Presidentes da República Federativa do Brasil.



O Brasil é uma Democracia, tem seus Poderes independentes e harmônicos entre si.  É governado por uma Presidente filiada e ferrenha defensora do Partido dos Trabalhadores. Dilma é petista declarada, em sua base aliada sempre contou com José Genuíno e José Dirceu. Companheiros de ontem e hoje. 

Segundo a melhor doutrina “Presos políticos são pessoas privadas de sua liberdade por atos de retaliação do poder em decorrência de opiniões, ações que contrariem a vontade e/ou a lei imposta pelas autoridades ilegítima e ilegalmente constituídas. Um exemplo, Cuba, uma das ditaduras apoiadas pelo PT.



Como falar em preso político numa democracia? Como acreditar em julgamento político quando pela primeira vez na história dessa nação todo o povo pode acompanhar os trabalhos do STF, as defesas, a leitura dos autos. Ora, no Brasil de hoje as LEIS advêm de Poder Legislativo eleito pelo sufrágio universal; A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA é escolhida pelo voto popular e O SUPREMO TRIBUNAL tem sua composição via nomeação do chefe da República, aprovadas pelo Legislativo, INCONTESTE desse conjunto de situações, a legalidade e legitimidade  dessas instituições.


E JOSÉ DIRCEU? POBRE ANJO, TÃO INOCENTE. Poder-se-ia dizer que a nação brasileira finalmente terá o seu primeiro santo leigo, nascido, criado, vivido, doutrinado e por que não? Idolatrado nesses Brasis de tanta preguiça de raciocinar, de tantas Marias vai com as outras e, principalmente, de tanto descaramento.


Pois é, não dá para agüentar. José Dirceu, cérebro do mensalão, homem de múltiplas faces, de ilimitados recursos, sente-se “injustiçado pela Justiça, condenado sem ato de ofício ou provas, com seus Direitos de Defesa violados; inocente que lutará pela anulação de uma sentença espúria, através da revisão criminal e do apelo às cortes internacionais.” Pobre mártir a quem “não importa que tenham roubado a liberdade, continuará defendendo por todos os meios ao seu alcance as grandes causas da nossa gente, ao lado do povo brasileiro, combatendo por sua emancipação e soberania.”  Doce Dirceu, tão bom, tão ingênuo, capaz de mudar a face, casar-se sob nome falso, sair da vida da "esposa" e dos filhos sem sequer dizer adeus. Tudo na maior inocência.

 
Ressoa agressivo aos meus ouvidos e ofensivo aos meus olhos. Por favor, me ajudem. Dez anos de Governo do PT roubaram a emancipação e soberania do povo brasileiro? Sim, por que segundo a dramática fala do ex-ministro chefe da Casa Civil, o Judiciário – legalmente constituído sob a chancela da Presidência Petista dessa Nação Democrática, o julgou sob exceção e com conotação política. 


Atingi o máximo de minha tolerância. Lembro de uma frase que já trouxe a esse blog no início de minhas discussões e reflexões. Algo que traz a simplicidade do homem comum aliada a sua capacidade de identificar situações. Ao que parece, a cada dia encontramos mais e mais criaturinhas com capacidade para ensinar gabiru a subir de costas em garrafa ensaboada, tamanho o poder de empulhação de que são dotadas.


Só para que não se pense que tudo termina aqui ainda temos que, ressalvados as naturais limitações decorrentes da idade de Genoíno, ouvir do Presidente da Câmara dos Deputados – Henrique Eduardo Alves cancelar a reunião que discutiria a situação do deputado, sendo o seguinte  o seu status : “Deputado Federal, processado e condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa e compra de votos de parlamentares. Licenciado para tratamento médico e usando de toda a teatralidade possível para arrastar a cassação até a decisão da Câmara que concede-lhe aposentadoria com o que passará gozar da população honesta percebendo a bagatela – para ele – de R$ 26.000,00 (Vinte e seis mil reais).”  POUCO PARA QUEM ESTÁ ACOSTUMADO A LIDAR COM MILHÕES. MUITO PARA QUEM SOBREVIVE COM UM SALÁRIO MÍNIMO.


POR MAIS QUE EU ME ESFORCE NÃO DÁ PARA REVER, MISTURAR E/OU ANULAR OS CONCEITOS DE PRESOS POLÍTICOS E DE POLÍTICOS PRESOS!



Em toda essa canalhice há nomes que jamais serão esquecidos pelos brasileiros. A ausência da listagem daqueles deve-se ao respeito que tenho por eles, pela ética, honradez, coragem de romper - até mesmo com pensamentos com os quais comungava – em nome da Justiça, competência e liberdade no enfrentamento do mega escândalo. A todos o agradecimento desse blog, dessa operadora do Direito.


Enquanto isso o “salvador da pátria” dá o seu recado: ESTAMOS JUNTOS. Já dizia o cancioneiro popular no fantástico Choro Chorado de Billy Blanco: “O que dá pra rir dá pra chorar, questão só de peso e de medida, problema de hora e lugar, mas isso são coisas da vida.” É BRASIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIL!

E Joãozinho, terrorista nato, adverte:




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NOIVAS

SONHO VERSUS REALIDADE.


   
Estou completamente surpresa com a realidade do mercado de eventos em nossa Capital. Hoje não mais se cogita na realização de uma festa ou de festas. O que se diz por aí é que, os operadores da área de eventos, vendem a materialidade de “sonhos”. Sabe-se que sempre houve comemorações com maiores gastos, outras menores e outras ainda, no círculo familiar, ou fora dele, sendo algumas dessas, revestidas de amadorismo, sem o brilho dos holofotes, sem os flashes e sem atrair a atenção dos demais.


Entretanto, o profissionalismo, o comprometimento de “pessoas” que trabalham no segmento, a busca da perfeição, o surgimento de novos empreendedores, refletem um crescimento que exige do profissional segurança, modernidade, eficiência, excelência, qualidade, inovação, ousadia, equipe e outros atributos, de forma a transformar em corpóreo algo que existia, apenas, no desejo daquele ou daquela que busca o serviço.


Nessa seara desponta com brilho e paixão a figura da noiva e o evento casamento. Diariamente os cerimoniais, os salões, os decoradores, fotógrafos, cinegrafistas, Buffet, convites, bandas, DJs, e toda uma gama de auxiliares, trabalham para tornar possíveis sonhos que ultrapassam as fronteiras da intimidade. As noivas não pensam, exclusivamente, na cerimônia ou em seu significado, mas, precisam compartilhar com o público a magia de sua figura centralizando todas as atenções, a crescente ansiedade e a emoção estampada em cada lágrima, cada sorriso. Enfim, exibirem-se àqueles que escolheram para brindar o dia mais importante de suas vidas. 


Na intimidade os noivos deverão, desde a decisão de casarem, organizar a lista dos convidados.  Às vezes torna-se necessário cortar na própria carne. O aspecto mais importante deve ser a afetividade, até porque são escolhas que podem não ser entendidas pelos demais. Todavia decidir é preciso e, nesses casos, o questionamento a ser enfrentado é aquele que responderá: quem os noivos querem encontrar em sua festa? Um detalhe importante é que a lista tem três vertentes: os convidados da noiva, do noivo e as famílias de ambos. 


Assim os preparativos para tão importante acontecimento iniciam-se muito antes do que imagina grande parte dos mortais. Pois é, não é fácil ou amena a busca por serviços que atendam aos pré-requisitos estabelecidos pelo casal. Nesse aspecto, da procura e contratação, os noivos são representados pela figura da noiva, esse fato foi declarado por cerca de noventa e nove por cento dos que produzem eventos nessa cidade litorânea. 

 
Algumas situações são determinantes. São fantasias possíveis de tornarem-se reais. Há um objetivo a ser alcançado. Como em todas as ocasiões, se faz imprescindível à efetivação do que se pretende: tempo, organização, planejamento, dedicação, inspiração e respiração. Sim, porque é uma maratona e sem suor e preparo físico é quase impossível que tudo corra bem. Entretanto, mesmo que aparentemente esteja tudo maravilhoso nada pode ofuscar o brilho do casal, a festa deve ter o perfil dos dois. O casamento, já foi dito, é o que os noivos querem e não o que as pessoas vendem.

Para obter o resultado desejado, os noivos, em razão da grande demanda na indústria de casamento, devem estabelecer um período de um a dois anos entre a data marcada para concretização do sonho e sua materialização. E não há exagero no que digo.  


Pensem o seguinte: a Igreja que os nubentes elegeram para a sagração de sua cerimônia, pode ser a mesma que vários casais também escolheram; a data, especialmente o dia, pode se tornar um problema, com destaque para os sábados – sem sombra de dúvida – o dia mais procurado pelos noivos. Vale também registrar a dificuldade de ser encontrar Igreja Católica nos meses de Maio e Dezembro que tenham disponibilidade, com antecedência entre mais ou menos dois ou um ano. Desse modo a definição da Igreja e data devem ser as primeiras providências externas.


É a partir dessa definição que realmente começa a via Crucis. Pode ser  desesperador. Uma cidade de médio porte, com um poder aquisitivo facilmente calculado quando temos no Estado o maior empregador e, também, um dos menores salários da Federação, revela-se contraditória quando se trata de luxo. Qual o tipo de correlação? Estranhíssima, pois nessa Capital, pequena, quase sem opções salariais, pouco espaço para crescimento, a máquina festeira cresce vertiginosamente.


Pois é, casamento em João Pessoa, com festa, faz parte de uma próspera atividade empresarial. Multiplicam-se as firmas especializadas e os serviços ofertados. Explorar diferenciais – ousadia na hora de jogar o buquê, plaquinhas, máquinas de fotografar descartáveis, bartenders, lembrancinhas comestíveis, caricaturas, balões, letras decorativas..., tudo é válido. 


As empresas querem vender suas ideias, porém o ideal é que haja equilíbrio, simetria entre os noivos, as pessoas, o ambiente preparado para se viver o sonho do casal. Nada mais triste que uma noiva indignada com esse ou aquele detalhe não combinado ou com a falta de algo programado, pago e simplesmente esquecido.


A segunda prioridade externa deve ser o local. Um, dois, três, quatro, cinco...,  casas de eventos visitadas. Festas marcadas até para 2015. As disponíveis avisam: a reserva depende da chegada de alguém com decisão para fechar o contrato. Há um clima de pressão. Por vezes tentativas de mudar a pretensão do casal, direcionando, não os seus desejos e sim aquilo que é mais fácil ou corriqueiro para a empresa.


Algo não pode ser esquecido. O “onde” tem que ser compatível com “quantos”. Um erro semelhante ao não aliar a jóia usada ao figurino da noiva é não saber escolher “a casa” para a recepção, compatibilizando-a com a quantidade de convidados, o perfil dos noivos, o evento idealizado e o momento que ficará para sempre em suas memórias. 


A beleza do ambiente, a ser captada nas lentes e imortalizadas nas fotografias e filmagens, deve guardar alguma afinidade com o casal. É interessante que a escolha recaia sobre um lugar situado próximo ao local da cerimônia religiosa; ainda que tenha uma  logística apropriada e que agregue um bom  conjunto de serviços  entre os quais  facilidade de acesso, estacionamento, segurança, um Buffet de qualidade, palco para a banda..., e, principalmente, caiba no orçamento dos noivos para que a felicidade daquela noite não se transforme em ressaca, na dor de cabeça, do dia seguinte.


Um dos itens da festa, ainda que incluso no contrato, é o cardápio que vem a ser um dos pontos altos da festa de casamento. A sua comemoração pode estar linda e tornar-se um pesadelo pela falta de um Buffet a altura do planejado. Reunir-se com a empresa contratada, discutir o cardápio, o que será servido como finger food, o que ira compor o petit four, as bebidas não alcoólicas disponibilizadas, louças que serão utilizadas, número de garçons, jantar, inclusive, é bom lembrar que em gastronomia o inesquecível é sinônimo de gostoso e, quando se alia ao sabor uma boa apresentação não há como esquecer.


Convites, decoração, bolo, topo do bolo, lembrancinhas, som, telão, iluminação, roupa dos noivos, das daminhas, dos pajens, das demoiselles ...ufa, o que não falta é atividade. Casar dá trabalho. As noivas então, coitadas. Muitas chegam ao grande dia em frangalhos, mas como legítimas representantes do gênero feminino, se reinventam e apresentam-se lindas, maravilhosas, arrancando suspiros de toda a igreja.


Quem não treme ante a passagem de uma mulher linda – todas são -, vestida de sonhos, maquiada com o frescor das rosas, perfumadas com os mais doces sentimentos, banhadas por lágrimas de felicidade, radiante em sua alegria, ÚNICA, embora a igreja esteja cheia e ali se encontrem mulheres lindas. O amor o casamento, o dia D, tem o poder de transformar mulheres vividas, amantes perfeitas, em seres inexperientes e virginais; da mesma forma noivas retraídas, tímidas,  podem assumir posturas de profissionais do sexo, dando aos seus respectivos a sensação de que eles encarnam, verdadeiramente, o amante profissional. Tudo é válido, menos ser morno, pois o morno sugere ausência de sentimentos e não combina em nada com anos de planejamento, meses de insônia e, finalmente a apoteose do casamento.



Se você vai casar dê um tempo no facebok, desligue-se de blogs (só os chatos), separe-se de amigos e amigas que conversam, conversam e nada dizem, pois seu tempo é ouro. Corra atrás de seus sonhos, procure o vestido mais bonito que a sua fantasia desenhou, o buquê que a encante e faça mais uma magia, harmonize-os com o seu orçamento.


Beije muito aquela criatura que despertou os seus mais íntimos desejos, a sua ternura, o seu lado mulher. Ele precisará de muito carinho para suportar a maratona que vocês estão prestes a enfrentar. Disponha de seus verdadeiros amigos, use e abuse de  familiares,  começe por sua mãe, sua cunhada e outras mulheres da família que sentir-se-ão honradas com o seu pedido de ajuda.


Não tenha medo de seguir o seu coração. A festa verdadeira acontecerá dentro dele. Nenhuma beleza produzida pelo homem, por mais sofisticada que seja, poderá fazer sombra  ao AMOR, esse quando chega “não pede licença ao mundo” apenas o SIM dos eleitos.